
Neste artigo: O Drama da Mulher Que Escapou de Três Catástrofes no Mar, incluindo o Titanic.
Sinopse
Navios “Irmãos”
Infância e Adolescência Difíceis

Atraente Demais
Primeiro Desastre: Olympic
Essa colisão é cercada de grande mistério na vida de Violet e ela não a explorou no seu livro de memórias. Perguntada porque omitiu este episódio, Violet simplesmente desconversou, dizendo que o acidente entre o Olympic e o Hawke foi mais difícil entre todos os que ela havia vivenciado e era tudo que poderia falar. Até hoje não se sabe o que foi tão traumático para ela neste acidente.

Segundo Desastre: Titanic
Aos 24 anos, Violet Jessop estava na lista da tripulação da primeira viagem do RMS Titanic. Era 10 de abril de 1912. A viagem no imenso navio de luxo teve seu fim em 14 de abril, apenas 4 dias depois da partida, quando atingiu um iceberg no Atlântico Norte. O tempo entre a colisão e ir totalmente a pique foi de pouco mais de duas horas.
“Você não sabia?”

Bote 16 e Bebê
Terceiro Desastre: Britannic
Durante a Primeira Guerra Mundial, Jessop serviu como enfermeira da Cruz Vermelha Britânica. Na manhã de 21 de novembro de 1916, em plena Primeira Guerra Mundial, ela estava a bordo do HMHS Britannic, um transatlântico da White Star Line que havia sido convertido em navio-hospital. A gigante embarcação cruzava o Mar Egeu quando ocorreu uma estrondosa explosão na casa de máquinas. O dano foi tal que o imenso navio foi a pique em inacreditáveis 57 minutos, matando 30 pessoas.
Em Busca das Causas
As autoridades britânicas levantaram a hipótese de que o navio foi atingido por um torpedo ou atingiu uma mina aquática plantada pelas forças alemãs. Teorias da conspiração até circularam sugerindo que os britânicos foram responsáveis por afundar seu próprio navio. Nenhuma dessas suposições foi confirmada e não há, até hoje, conclusões definitivas sobre a verdadeira causa da explosão.

Diferentemente de seus “irmãos”, o Britannic tinha botes salva-vidas suficientes para passageiros e tripulação. Jessop e outros passageiros embarcaram rapidamente e logo foram baixados. Nesse momento, a proa, isto é, a parte da frente do navio, estava totalmente inundada. Já na água, eles perceberam que as hélices gigantes do barco, que estavam expostas e parcialmente fora da água girando em velocidade máxima, estavam sugando os botes salva-vidas sob a popa. O bote navegava, literalmente, em direção às lâminas das hélices.
Telefonema Misterioso
Anos após sua aposentadoria, Jessop alegou ter inesperadamente recebido um telefonema, em uma noite de tempestade, de uma mulher que lhe perguntou: “Na noite do naufrágio do Titanic, você salvou um bebê e estava com ele no bote?”. “Sim”, respondeu Jessop. A voz então disse: “Eu era aquele bebê!”, deu uma sonora gargalhada e desligou.
Seu amigo e biógrafo John Maxtone-Graham disse que provavelmente eram algumas crianças da aldeia brincando com ela. Ela respondeu: “Não, John, eu nunca tinha contado essa história a ninguém antes de lhe contar agora.” Os registros indicam que o único bebê no barco 16 era Assad Thomas, que foi entregue a Edwina Troutt e depois se reuniu com sua mãe no Carpathia.
Violet Jessop, que ganhou o apelido de “Senhorita Insubmergível”, morreu de insuficiência cardíaca em 1971, aos 83 anos.








